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Cinco atitudes de João Paulo II para te inspirar

1 – Abertura à transcendência

Karol Woytila foi, desde criança, um amigo de Deus. Alma aberta, orante incansável, contemplativo dado a ficar horas na natureza admirando as maravilhas da criação. Inúmeros são os testemunhos de pessoas próximas que assistiram aos seus mergulhos na transcendência, quando chegava a ficar horas em silêncio, como se extático, num colóquio misterioso com o Criador.

Mesmo depois de Papa gostava de chegar antes aos locais de meditação e oração e passar tempos em solidão. Nas férias, não abria mão de longos passeios ao ar livre, onde pudesse sobretudo através da criação, contemplar as “perfeições invisíveis”.

2 – Testemunho da verdade

João Paulo II encarnou com perfeição o lema de São Tomás de Aquino: “Oferecer aos outros o fruto da contemplação”. Se era um contemplativo nato, não se pode dizer que não fosse um homem da ação. Em sua pessoa se resolvia a dicotomia – muitas vezes falsa – entre vida ativa e vida contemplativa. João Paulo II foi um autêntico filósofo porque buscou a verdade na reflexão, comprometeu-se a viver de acordo com ela e se obrigou a anunciá-la com palavras e gestos.

Por onde ia, brilhava em seu ser a luz da verdade. Seus discursos eram marcantes porque eram anúncios inequívocos do esplendor desta mesma verdade. Seu rosto, seu sorriso e seus gestos enfáticos eram a perfeita tradução deste esplendor. Um homem fiel à sua vocação.

3 – Viver a coragem

As primeiras palavras de São João Paulo II após a eleição: “Não tenham medo!” Essa expressão tinha um origem e tinha uma história na vida do homem Woytila que havia enfrentado os dois maiores terrores do século XX: nazismo e comunismo.  

Enfrentou com destemor os grandes desafios de seu tempo, marcado pela guerra fria. É notoriamente reconhecido como um dos principais responsáveis pela derrubada do muro de Berlim. Não teve medo de visitar a Polônia esmagada pelo regime comunista logo após sua eleição e enfrentar o governo de seu país natal com palavras firmes e duras.

Quem não se comoveu com a coragem de permanecer em sua missão  até o último dia, oferecendo ao mundo um testemunho de sacrifício e resiliência diante da dor registradas pelas câmeras do mundo inteiro, como poucas vezes se viu em nosso tempo?

4 – Viver a caridade

Aqui damos voz ao padre Danie-Ange:

“Recentemente, um amigo meu ia vê-lo  – ao Santo Padre – com um outro. Aproximando-se do Vaticano, cruzam com um mendigo na rua; param, falam brevemente com ele. Para seu espanto, este lhes confessa: “Sou um padre renegado… Se vocês virem o Santo Padre, falem de mim”. É o que fazem assim que se encontram com o Sumo Pontífice. O Papa comovido:

– Cuidem de reencontrá-lo e o tragam a mim agora mesmo!”

Saindo, eles o procuram nos arredores, acabam por reencontrá-lo e o conduzem ao Santo Padre (sem dificuldade para passar as barreira: a guarda suíça estava prevenida por

telefone para deixá-los passar). Uma vez dentro do aposentos novamente, o que veem?

O Santo Padre cai de joelhos diante do padre que se diz “renegado”:

–  Você tem a unção, confesse-me.

Os amigos se retiram, totalmente abalados…

Sem comentários: João Paulo II está todinho neste gesto”.

In: “João Paulo II – Dom de Deus”, Fr. Daniel-Ange

5 – Amor às artes e às humanidades

É sabido que João Paulo II foi amante da poesia (inclusive publicou) e do teatro (foi ator). Gostava de música e de artes plásticas. Woytila foi um homem de cultura, um intelectual que se tornou papa. Sua alma era aberta a tudo, a todas as investigações, acolhia a todas as culturas. Antes da eleição, já tinha desenvolvido uma antropologia personalista que partia da tradição cristã, não abria mão de autores modernos como Emmanuel Mounier, Martin Buber ou Max Scheler, mas que vinha sobretudo da experiência de ter atendido a milhares de jovens em busca de orientação.

João Paulo II acolhia a tudo e a todos com simplicidade, sem deixar de ser magnânimo. Viveu apaixonadamente, sabendo que cada ensinamento merece ser analisado, que cada pessoa merece ser amada.

 

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