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Cinco livros para um início de caminhada cristã

Por Francisco Escorsim

1) Vida de Cristo, de J. Perez de Urbel.

2) Trilogia de Bento XVI, sobre Jesus de Nazaré.

As duas primeiras indicações tratam do primeiro passo, que não pode ser outro senão conhecer a pessoa de Jesus Cristo. Dou a leitura da Bíblia, em especial os Evangelhos, por pressuposta. Nenhuma lista de leituras cristã faz sentido sem tê-la por fundamento e referência. O que levanta a pergunta: os Evangelhos não bastariam para conhecer a pessoa de Jesus? Certamente. Mas, no tempo em que vivemos, infelizmente, falta-nos muita imaginação e a figura de Jesus costuma ficar esquemática, “descarnada”. Isso é fatal. Para corrigir isso há várias “biografias” de Jesus. Recomendo a de J. Perez de Urbel. Em poucas páginas você perceberá, se sofre dessa falta de imaginação, quão mais viva a pessoa de Cristo começará a ficar para você. Na sequência, recomendo – muito mesmo – a leitura da trilogia de Bento XVI sobre Jesus. É complemento indispensável para remediar isso, pois parte do “Jesus histórico” e O aproxima da nossa realidade atual.

3) “O Fundador do Opus Dei”, de Andrés Vasquez de Prada.

4) Caminho, de São Josemaría Escrivá.

Costuma-se sugerir como um dos primeiros passos conhecer a vida dos santos. Concordo, desde que a vida de Jesus esteja suficientemente viva para o cristão. Se não, nenhuma vida de santo fará sentido. Qualquer uma seria recomendada aqui, mas, de novo, nossa falta de imaginação é fatal. Por isso, quanto mais contemporâneo, melhor. Temos São João Paulo II, que talvez seja o mais próximo nesse sentido, mas prefiro São Josemaría Escrivá, que se pode estar mais distante no tempo, tratou de trazer Cristo para o cotidiano dos leigos: seu trabalho, sua família, suas amizades. E é aí que seu próximo está, então…  Para complementar a excelente biografia, em 3 volumes, de Vasquez de Prada, sugiro a leitura de uma das obras do santo (se você escolher outro, recomendo a mesma coisa: conheça a vida, depois a obra). Fico com a mais famosa, e mais introdutória também: “Caminho”, repleta de pérolas de direção espiritual aos iniciantes, para serem meditadas todos os dias, em oração. Só esqueça o que você acha que sabe sobre o Opus Dei, ok? São Josemaría não foi um ninja albino, muito menos um boiola, como os boquirrotos costumam xingar os membros do Opus Dei.

5) “A Arte de Aproveitar as Próprias Faltas”, do padre Joseph Tissot.

Por fim, esta pequena obra prima da espiritualidade cristã. Embora escrita há mais de cem anos, parece mais atual do que nunca. O autor indireto é o “Doutor da piedade e da consolação”, São Francisco de Sales, de cuja obra o autor retirou inúmeros conselhos para ajudar os pecadores na difícil arte de aproveitá-los, conhecendo a si próprio, regressando à amizade com Cristo, e, a partir daí, crescendo, aos poucos, mas com consistência, em sabedoria, estatura moral e graça. É minha releitura constante, o que mais me ajuda a me conhecer.

 

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