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Um poema para os ateus

Por António Vieira*

“Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigénito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos: Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; gerado, não criado, consubstancial ao Pai.”

As minhas conversas com amigos ateus vão passar a ser assim: “posso recomendar-te um poema? Chama-se Credo Niceno-Constantinopolitano. Lê todos os dias até ao final da vida e pede a Deus (finge que acreditas, não faz mal) para vir a compreender cada uma daquelas palavras.”

No final da vida, o meu amigo continuará a entender muito pouco, mas aí, muito provavelmente, o coração já só vai querer habitar esse poema por toda a eternidade.

Quando pedimos o entendimento das coisas do céu, Deus dá-nos amor pelas coisas do céu. O cristianismo não separa as coisas. Se queres realmente entender essas verdades, vais ter de receber a graça de amar essas verdades.

Numa das suas cartas, São João escreve que Deus é amor, e no início do seu Evangelho, apresenta Jesus como o Verbo de Deus – amar e conhecer são verbos que se ligam e, à luz destas palavras, intuímos que quanto mais perfeito é o nosso amor, mais completo é o nosso entendimento.

E não é à toa que o Credo, o conjunto das verdades reveladas, se tenha transformado numa oração para os cristãos. É como se Deus dissesse: “reza, ama e aí, sim, verás mais um pouco…”

*António Vieira é radialista, trabalha na Rádio Amália e vive em Portugal.

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